Projeto assinado pela HD Arte homenageia os principais compositores de samba do RS
Zilah Machado, Lupicínio Rodrigues e Túlio Piva, os maiores nomes do samba gaúcho, serão homenageados em duas apresentações, nos dias 16 de novembro e 7 de dezembro, em Porto Alegre. O projeto Memória Popular tem como foco reverenciar essas grandes personalidades através de rodas de samba que serão realizadas ao final da tarde na Travessa dos Venezianos, na Cidade Baixa. A concepção e direção executiva é assinada por Heloísa Peres, sócia da HD Arte, já a idealização é do músico Igorzinho Peres. Michelle Rodrigues assina a produção executiva.
A dama do samba gaúcho, Zilah Machado, cantora e compositora, foi aparecer como percussionista em seu último trabalho, o álbum Ziriguidum. Foi este disco que lhe rendeu uma menção especial do Prêmio Açorianos de Música. Além disso, o mesmo cd rendeu ao produtor Gelson Oliveira o troféu na categoria Produtor Musical.Sua ascensão foi na década de 60 quando interpretava canções de Lupicínio Rodrigues. De origem humilde, Zilah iniciou sua carreira na música estudando canto lírico com o maestro Roberto Eggers. Mais tarde, voltou-se ao samba, apresentou-se no Exterior, cantou na Rádio Gaúcha e passou temporadas no Rio de Janeiro, onde lançou seu primeiro LP, Já se Dança Samba como Antigamente (1980).
Lupi, como era conhecido Lupicínio Rodrigues, nasceu em Porto Alegre e foi criado na antiga região de Ilhota, atualmente vai da praça Garibaldi até a avenida Ipiranga. Foi criador da expressão “dor de cotovelo”, de grandes sucessos, além do hino do Grêmio. Em suas canções, os assuntos mais recorrentes eram amores não correspondidos, traições e vinganças, sempre com um toque de sofrência – muito característico do gênero musical – transposto em letras sentimentais, que geralmente giravam em torno da falta de alguém ou da saudade de um amor não correspondido ou perdido. Ainda que o auge da popularidade de Lupi tenha sido nos 1950, mesmo depois da sua morte, ocorrida em 1974, a obra do compositor não parou de ser regravada, não só por colegas da sua geração, mas também por intérpretes que incluem Arrigo Barnabé, Fábio Jr., Elza Soares, Mariia Bethânia, Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes.
O Pandeiro do Prata, dirigido por Marcos Martins e Loli Menezes, conta a trajetória de Túlio Piva. A obra conta com imagens raras de arquivo e de áudio, com depoimentos de amigos, familiares e personalidades da cena artística. Piva marcou a história da música do Rio Grande do Sul e do país, onde foi consagrado pelo dedilhado único do violão influenciado por ritmos que foram do tango ao samba. Seu trabalho foi reconhecido por grandes artistas, entre eles Elis Regina, Elza Soares, Jair Rodrigues, Germano Mathias, Demônios da Garoa, Noite Ilustrada e Luiz Vieira. A família do artista, especialmente seu neto, Rodrigo Piva, trabalha pelo resgate de sua memória e preservação do acervo para que as novas gerações conheçam a produção de Túlio Piva.
O projeto Memória Popular conta com financiamento da SEDAC através da PNAB RS nº 32/2024, apoio da Prefeitura de Porto Alegre, apoio cultural da TVE e da FM Cultura. A realização é da HD Arte.>
SERVIÇO
Apresentações | Memória Popular
- Data: 16 de novembro e 7 de dezembro
- Local: Travessa dos Venezianos – Cidade Baixa/Porto Alegre
- Horário: 17h
- Financiamento: PNAB Porto Alegre
- Produção:HD Arte